Cadê o levante popular, cadê? Os mais radicais seguidores do
inelegível sempre acenaram com um levante se Bolsonaro, injustamente preso no
seu domicílio e atado a uma tornozeleira eletrônica, fosse condenado pelo
Supremo Tribunal Federal.
Não sei em outros lugares,
mas em Brasília, ontem à noite, os bolsonaristas enlutados se recolheram mais
cedo e em silêncio, enquanto a esquerda, eufórica, encheu os bares para
festejar a má sina do incomível, imbrochável, imorrível, imortal.
Para
quem disse que só largaria o poder preso, morto ou com vitória, e em caso de
vitória não teria porque largar, o 11 de setembro de 2025 foi o pior dia da sua
vida. Continuará preso em casa. E depois cumprirá a pena de prisão de 27 anos e
três meses.
Parte
da pena, algo como seis anos ou pouco mais, será cumprida em regime fechado.
Sem direito a anistia. Porque não cabe anistia pelos crimes de golpe de Estado
e de tentativa violenta de abolição do Estado Democrático de Direito, segundo a
Constituição.
Onde a Justiça encontrou
fartas provas da mais bem documentada tentativa de golpe da história do Brasil,
Tarcísio não viu nenhuma. As provas que o ministro Luiz Fux viu só foram
suficientes para condenar um ajudante de ordem e um general, ninguém mais.

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