O aconselhável seria não
comentar o que o perfil oficial da Casa Branca no X classificou de “histórico”:
o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder russo
Vladimir Putin, realizado na base militar americana de Anchorage, no Alasca. E
se Trump não gostar do que for dito aqui? E se, em resposta, taxar outra vez o
Brasil e cassar o visto do comentarista? A reunião foi para discutir um
possível cessar-fogo na Ucrânia, país invadido há três anos pela Rússia, além
de outros temas sensíveis das relações entre as duas maiores potências
nucleares do mundo. Interessada em aumentar seu próprio território, a Rússia já
domina um quinto da Ucrânia. Trump e Putin ficariam face a face por 7 horas –
ficaram menos de três. No que deu? Trump ameaçou a Rússia com sanções “severas”
caso não houvesse cessar-fogo. Putin foi recebido por ele com todas as honras
dispensadas a um chefe de Estado. Ao entrar no espaço aéreo dos Estados Unidos,
o avião de Putin foi escoltado por quatro caças americanos. Em terra, Putin
caminhou sobre um tapete vermelho em direção a Trump que o cumprimentou com
toda cordialidade. Putin garantiu vitórias antes e depois da cúpula, segundo o
The New York Times. A primeira: após anos de ostracismo no Ocidente, ele
retornou ao solo americano pela primeira vez em uma década. A segunda: retornou
a Moscou aparentemente sem ter feito grandes concessões. De resto, aproveitou a
ocasião para apresentar a sua própria visão do conflito na Ucrânia.
(Blog do Noblat)

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