Há exatos 60 anos, o alagoano e então senador Arnon de Mello puxou uma
arma enquanto discursava no plenário do Senado, disparou três vezes e acertou o
colega José Kairala, do Acre, que morreu. Arnon nunca foi cassado ou condenado
porque a justiça considerou "crime acidental". Ele era pai do
ex-presidente Fernando Collor de Melo. Jornalista, empresário e advogado, Arnon
não queria, naquele 4 de dezembro de 1963, matar Kairala, mas, sim, outro
colega conterrâneo: o senador Silvestre Péricles, desafeto político e pessoal
em Alagoas. A rixa entre eles era antiga e vinha antes do Senado, quando
disputavam, desde a década de 1950, quem era o político mais influente de
Alagoas. Kairala, que estava sentado ao lado de Péricles, acabou sendo baleado
com os tiros de Arnon. Ele foi levado ao hospital em Brasília, mas morreu no
mesmo dia. Arnon de Melo foi preso em flagrante junto com Péricles e ficou
detido por sete meses (mas nesse período saía para ir às sessões do Senado). O
Senado deliberou a favor da prisão no mesmo dia,
04 dezembro 2023
Reginaldo Monteiro

Administrador do Blog

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