Num projeto ambicioso, o governo brasileiro quer transformar milhões de hectares de pastagem em áreas de produção agrícola. Mas, para isso, negocia a participação da China no financiamento de um plano que pode mudar a paisagem rural do país e aumentar a produtividade, sem a necessidade de qualquer desmatamento. Apesar do cancelamento da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a China por conta de uma pneumonia, técnicos do Ministério da Agricultura continuaram as reuniões e visitas às entidades e órgãos chineses. A viagem tinha como objetivo reposicionar Pequim na economia nacional, com a assinatura de mais de 20 acordos. Todos eles serão adiados até a confirmação de uma nova data para a visita de Lula. O Brasil é o principal fornecimento de alimentos para a China e o país asiático é o principal destino das exportações brasileiras do agronegócio. Agora, o governo brasileiro quer que os chineses participem também da conversão de terras no país, inclusive para aumentar a produtividade e assegurar o abastecimento. Pelos cálculos do Ministério da Agricultura, custará US$ 3 mil por hectare para realizar a conversão de pastagem para cultivo. No caso brasileiro, existem pelo menos 40 milhões de hectares que poderiam ser transformados, o que implica que tal projeto exigiria mais de 100 bilhões de dólares.
(Jamil Chad-UOL)

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