Ao abrir o
gabinete para receber parlamentares e participar das reuniões de líderes, o
ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), se aproximou do presidente da
Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ampliou o capital político e protagonizou o
caminho para a formação de uma possível base aliada no Congresso, com adesão do
centrão. Haddad recebeu uma missão crucial para o governo Lula dar certo,
logo após a posse do presidente. A avaliação era que somente com a
economia voltando a crescer haveria sucesso na gestão petista. A
prioridade era emplacar propostas econômicas no Congresso. Seria necessário aprovar novas regras para gastos, aumentar o
caixa com a volta do voto de qualidade do Carf (Conselho
Administrativo de Recursos Fiscais) — ou seja, em casos de empate, o presidente
do colegiado deve desempatar — e a reforma tributária. Projetos
importantes avançaram no Congresso, mas não foram totalmente aprovados. O novo arcabouço fiscal já foi aprovado na Câmara, mas
senadores fizeram alterações e os deputados analisarão as mudanças na volta do
recesso. Tanto a reforma tributária como o Carf já saíram da Câmara e ainda
devem ser analisados pelo Senado. Durante as negociações
para a reforma tributária, o governo Lula liberou valor recorde em emendas
parlamentares: R$ 7,5 bilhões em dois dias. Só o PL, partido do ex-presidente de Jair Bolsonaro,
ganhou R$ 699,8 milhões. O PP, de Lira, recebeu R$ 660 mi e o PSD, terceiro
partido que levou mais recursos, ganhou R$ 611,2 milhões.
(UOL)

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