26 março 2023

Brasil: Trabalho análogo à escravidão bate recorde e liga alerta 134 anos após a abolição

Na contramão da história, o aumento de denúncias de exploração de mão de obra análoga à escravidão ecoa um passado que ainda se faz presente no Brasil. Entre janeiro e março deste ano, auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego resgataram 918 trabalhadores em situação semelhante à de escravos, um aumento de 124% em comparação ao primeiro trimestre de 2022. Um recorde, abominável, em 15 anos. "Há necessidade de maior articulação entre os órgãos envolvidos no combate ao trabalho escravo: MTE, PF, MPT, MPF, Judiciário Trabalhista e Federal... A defasagem no número de auditores fiscais do trabalho atrapalha, pois quanto menor o efetivo, menos ações fiscais para apurar as situações de escravidão ocorrerão", salienta Guadalupe Louro Turos Couto, procuradora do Trabalho e representante da Coordenadoria Nacional de Erradicação ao Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Estado do Rio de Janeiro. Os dados levantados pelo G1 indicam uma escalada da prática criminosa. Em fevereiro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgatou 207 trabalhadores baianos em situação análoga à escravidão na colheita de uvas em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. Após a fuga de três trabalhadores da vinícola, a PRF confirmou as denúncias de atraso de salário, tortura, carga horária abusiva, fornecimento de alimentos estragados e proibição para deixar o local.

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