07 setembro 2022

Já vai tarde: O último 7 de setembro à sombra de um ex-militar de má conduta

O que Pacheco e Lyra sabem ou temem para não comparecer ao comício eleitoral de Bolsonaro, a última grande demonstração de força que ele pretende dar no seu atual mandato? Previsível. Bolsonaro vai criar mais confusão, com medo de ser derrotado. É o que temem os principais conselheiros políticos dele, e é o que desejam seus principais conselheiros golpistas. Nem os políticos nem os golpistas sabem exatamente como Bolsonaro se comportará hoje. Talvez nem o próprio Bolsonaro saiba. Se dependesse do seu filho Flávio, o senador da rachadinha, dono de uma mansão de mais de 6 milhões de reais em Brasília, Bolsonaro seria mais Jair do que o que é de fato. O pai bateria forte em Lula e no PT, mas não em ministros de tribunais superiores. Se depender dos filhos Eduardo, deputado federal, e Carlos, vereador, os dois também investigados por rachadinha, Bolsonaro seria mais ele mesmo, procedendo como sua intuição sugerir. É aí que mora o perigo. Bolsonaro como Bolsonaro é um desastre. Caso proceda como gosta, falará como seus seguidores mais fanáticos querem ouvir. Na maioria das ocasiões nos últimos 4 anos, quase sempre foi assim. Antes, para se eleger, deu certo. Dará para se reeleger? Não é o que as pesquisas de voto indicam. Nunca antes na história um presidente da República ousou fazer do 7 de setembro um ato eleitoral-militar. Verdade também que nunca antes na história do Brasil um ex-militar expulso do Exército por má conduta chegou à presidência da República. Já fez muito mal ao país. Já vai tarde.


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