Nesta quarta-feira (7), celebra-se em todo o país o bicentenário
da Independência Brasileira. Neste dia, em 1822, D. Pedro I, então imperador do
Brasil, proclamou o grito de independência às margens do Rio Ipiranga, evento
que é considerado o clímax para que o Brasil se tornasse um país soberano e com
autonomia sobre seu próprio território. No entanto, os processos que levaram à
independência ocorreram por muito tempo, e algumas mulheres foram figuras
centrais para que isso acontecesse. Grande parte das mulheres que se envolveram
com eventos que levaram à independência do Brasil sofreram apagamentos com o
passar dos anos – principalmente as que estavam relacionadas a organizações populares.
“É essencial dar visibilidade a trajetórias pioneiras de mulheres comuns,
conectadas com as demandas do seu tempo”, afirma a historiadora. São os casos,
principalmente, de Maria Felipa de Oliveira, Maria Quitéria e Joana Angélica.
As três tinham relação com o movimento de independência na Bahia, evento
histórico que aconteceu entre fevereiro de 1822 e julho de 1823 com o intuito
de emancipar a população. A figura feminina mais fortemente relacionada a esses
eventos é a imperatriz Maria Leopoldina da Áustria, esposa de D. Pedro I.
"Dona Maria Leopoldina acaba ganhando visibilidade ao longo da história
não apenas por ser a primeira imperatriz do Brasil, mas também por ser
reconhecida como conselheira política de D. Pedro I no processo de independência.
O primeiro decreto relacionado à independência do Brasil foi assinado por ela,
em agosto de 1822", aponta a historiadora. Maria Felipa era uma
mulher escravizada liberta e fez parte de uma organização popular que atraía
soldados portugueses para, depois, atear fogo em seus navios. Maria Quitéria
precisou aderir à identidade de um homem para entrar no exército brasileiro.
Atuou entre 1822 e 1823, mais de um século antes das mulheres poderem se
alistar às Forças Armadas. Por fim, a abadessa Joana Angélica foi assassinada
por soldados portugueses que tentavam adentrar em um convento em busca de
homens escondidos. Ela tentava proteger as outras freiras que residiam ali e,
por isso, é considerada um mártir da Independência.
07 setembro 2022
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog
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