Ainda
sem reconhecer a vitória do democrata Joe Biden nas
eleições dos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro voltou
a criticar as falas dele sobre a Amazônia em
evento público nesta terça-feira, 10. “Assistimos há pouco um grande candidato
a chefia de estado dizer que se eu não apagar o fogo na Amazônia, ele levanta
barreiras comerciais contra o Brasil. E como nós podemos fazer frente a tudo
isso? Quando acaba a saliva, tem que ter pólvora”, afirmou. A fala, que repercutiu internacionalmente, foi amenizada
pelo vice-presidente Hamilton Mourão, que afirmou que Bolsonaro estava usando
um “aforismo antigo” na sua colocação. O
assunto foi tema de debate dos comentaristas do programa 3 em 1, da Jovem
Pan, desta quarta-feira, 11.
Segundo a jornalista Thaís Oyama, nem mesmo os assessores do presidente ou o chanceler Ernesto Araújo sabiam a origem da colocação de Bolsonaro. Para ela, o presidente usa uma tática diversionista para desviar a atenção de problemas reais que assombram o governo dele. Entre eles, o fantasma de uma hiperinflação anunciada por Paulo Guedes poucas horas antes, as mortes pelo novo coronavírus e os escândalos familiares. “Esses factóides ocupam um espaço imenso nos jornais, ocupam um espaço grande em programas de debate como o nosso aqui e ajudam a tirar o foco dos problemas que de fato incomodam o presidente.
E o maior problema que incomoda o presidente
hoje é a situação do filho dele, o Flávio Bolsonaro”, pontuou, lembrando da
denúncia que ele e a esposa, Fernanda Bolsonaro, receberam pelo Ministério
Público do Rio de Janeiro na última semana e dos desdobramentos do caso da
rachadinha da Alerj.

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