19 dezembro 2019

"RACHADINHA": Queiroz recebeu R$ 2 milhões em 483 depósitos de assessores ligados a Flávio Bolsonaro


O ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz recebeu mais de R$ 2 milhões em 483 depósitos feitos por 13 assessores ligados ao hoje senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), na época deputado estadual, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). A defesa nega as acusações. As informações, obtidas por meio da quebra de sigilo bancário, constam na decisão do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio, que deu origem a uma operação deflagrada nesta quarta-feira (18). O MP cumpriu 24 mandados de busca e apreensão na investigação sobre um esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do RJ (Alerj). São investigados Queiroz, outros ex-assessores de Flávio Bolsonaro e nove parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, que foram empregados no gabinete de Flávio. A TV Globo teve acesso ao pedido de medida cautelar de busca e apreensão e quebras dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de 33 pessoas físicas e jurídicas. O documento do MP, entregue a justiça, detalha o suposto esquema de corrupção. Segundo o MP, diante das investigações de transações imobiliárias e dados de instituições financeiras, existem provas sobre a prática de crimes de peculato, que é desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os promotores afirmam que a organização criminosa foi formada em 2007 por dezenas de servidores da Alerj. O MP afirma ainda que dados confirmam que Fabrício Queiroz arrecadou grande parte da remuneração de "funcionários fantasmas" do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.
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