24 dezembro 2019

EM 2019: Estudantes foram às ruas contra a política de Bolsonaro


A primeira escolha do presidente para controlar o MEC foi o colombiano Ricardo Vélez Rodriguez. Nos três meses em que foi ministro, afirmou que a população brasileira era “incapacitada” e que as universidades brasileiras deveriam ser destinadas à “elite intelectual”, defendeu que o golpe militar de 1964 não ocorreu e ordenou que o slogan de Bolsonaro e o hino brasileiro fossem repetidos e filmados diariamente nas escolas do País. O presidente o dispensou devido aos embates entre os olavistas e os militares que disputavam como a pasta deveria ser conduzida. A situação não melhorou com a saída de Vélez. O escolhido para assumir o cargo foi o economista Abraham Weintraub. Em pouco tempo de gestão, ele gerou controvérsias. Anunciou um contingenciamento de 30% das verbas de universidades federais, o que deixou muitas sem recursos para funcionar normalmente; cortou bolsas de pesquisa da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior); e apresentou o Future-se, programa que pretende a captação de recursos próprios a partir de negócios privados para as universidades. As ações de Weintraub foram consideradas polêmicas por organizações estudantis, acadêmicas e de docentes inúmeras vezes. A sociedade civil foi incitada e o movimento estudantil brasileiro se tornou protagonista das convocações de rua contra a política educacional. Convocados pela União Nacional dos Estudantes (UNE), estudantes e professores de todo o Brasil foram às ruas nos dias 15 e 30 de maio. A principal pauta reivindicada era a revogação dos contingenciamentos de verba nas universidades federais, mas críticas ao governo Bolsonaro estiveram presentes em todas as manifestações durante o ano.
Compartilhar:

0 comments:

Postar um comentário

Copyright © Blog do Monteiro | Powered by Blogger
Design by SimpleWpThemes | Blogger Theme by NewBloggerThemes.com