29 novembro 2019

PARÁ: ‘A gente quer o bem da Amazônia, a gente quer o bem do Brasil’, diz brigadista ao deixar a prisão


De mãos dadas e gritando “Amazônia Viva” e “Brigada de Alter solta”, os quatro brigadistas presos na operação Fogo do Sairé, dia 26, deixaram a penitenciária de Santarém, oeste do Pará, no final da tarde desta quinta-feira (26) determinados a continuar o trabalho em defesa da Amazônia, como declarou com exclusividade ao G1 e à TV Tapajós, Daniel Govino, líder da Brigada de Alter do Chão. Segundo Daniel Govino, mesmo nos dias em que ele, João Victor Pereira Romano, Gustavo de Almeida Fernandes e Marcelo Aron Cwerver estiveram presos, tinha gente tocando os trabalhos da brigada. “A Francisca estava trabalhando lá, de prontidão, como a gente sempre esteve e sempre vai estar”, disse. Os quatro brigadistas foram presos preventivamente na manhã de terça-feira (26) pela Polícia Civil de Santarém como suspeitos de crime contra a flora (incêndio na APA Alter do Chão) e associação criminosa. Ainda na terça, após prestarem depoimentos à Polícia Civil, os brigadistas foram levados para a central de triagem masculina do Centro de Recuperação Agrícola Silvio Hall de Moura, onde tiveram as cabeças rapadas e receberam o uniforme de presos custodiados da Superintendência do Sistema Penal (Susipe). Para a saída dos brigadistas da penitenciária de Santarém, os advogados levaram os alvarás de soltura até à casa penal. Do lado de fora, familiares e amigos esperavam para recepcioná-los. Sob aplausos e abraços fraternos eles foram recebidos e levados de carro até o escritório do advogado José Ronaldo Dias Campos, para receberem as orientações sobre as medidas cautelares.
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