26 outubro 2019

A MAIOR MARCHA DO CHILE: Na mais grave crise desde Pinochet, multidão toma as ruas de Santiago


No oitavo dia de protestos no Chile, a temperatura seguiu altíssima nas ruas. Mais de 820 mil pessoas se reuniram em uma manifestação pacífica na praça Itália -um dos principais locais dos atos, próxima ao palácio presidencial em Santiago. A cifra foi divulgada por um órgão da capital vinculado ao Ministério do Interior e da Segurança Pública. A convocação para a mobilização desta sexta (25), chamada pelos ativistas de "a maior marcha do Chile", foi feita pelas redes sociais, já que os movimentos que assolam o país não têm uma liderança clara. A 110 km dali, na cidade costeira de Valparaíso, o Congresso Nacional foi esvaziado por volta do meio-dia de sexta por ordem do presidente da Câmara dos Deputados, Iván Flores, devido aos confrontos com a polícia que ocorriam do lado de fora. Ele disse que a medida foi preventiva e que não havia muitos funcionários no prédio, onde ocorria uma sessão da Comissão de Trabalho. "Não é uma evacuação, mas sugeri que eles [os parlamentares] voltassem para casa", disse Flores, acrescentando que a tensão social que o país vive é "sem precedentes". Há uma semana, um protesto estudantil contra o aumento do preço das passagens de metrô resultou em uma explosão social sem precedentes, a mais grave em quase 30 anos desde o final da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).
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