11 agosto 2019

IPEA: Bolsa Família reduziu 25% da taxa de extrema pobreza


O Programa Bolsa Família, criado no governo Lula, reduziu as taxas de extrema pobreza em um quarto (25%) e de pobreza em 15%. É o que aponta o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que analisou a evolução das condições de vida dos mais pobres entre os anos de 2001 e 2017.“Em 2017, as transferências do programa retiraram 3,4 milhões de pessoas da pobreza extrema e 3,2 milhões da pobreza”, descreve estudo publicado esta semana e disponível na internet. Os dados sobre a renda dos mais pobres foram obtidos nas Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE), que eram bianuais e, a partir de 2016, passaram a ser contínuas. Somados, os contingentes de pessoas que se beneficiaram com essa mobilidade de classe (6,5 milhões) equivalem à população do Maranhão (Censo de 2010). No total, o Bolsa Família transfere recursos a 14 milhões de famílias ou 45 milhões de pessoas, número semelhante a de toda população da Argentina. Para Luiz Henrique Paiva, especialista em políticas públicas e um dos autores do estudo, o Bolsa Família “é um instrumento muito bom para reduzir a pobreza. Ele não é só não é mais efetivo porque ainda é modesto”, opina, fazendo referência à média de R$ 188 que cada família recebe.
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