O ministro da Justiça, Sérgio Moro,
disse nesta quarta-feira (19), em audiência na Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) do Senado, que não tem nada a esconder sobre as conversas
atribuídas a ele e a procuradores da Operação Lava Jato e que não tem
"nenhum apego" pelo cargo que ocupa no governo Jair Bolsonaro. Moro foi ao Senado espontaneamente
para dar explicações sobre o conteúdo das mensagens de celular divulgadas pelo site The Intercept nos últimos 10 dias. Os
diálogos relatados pelo site teriam ocorrido por meio do aplicativo de
mensagens Telegram na época em que o ministro era o juiz responsável pelos
processos da Lava Jato na Justiça Federal do Paraná. O The Intercept tem
revelado o teor de mensagens que sugerem que Sérgio Moro orientou a atuação de
integrantes da força-tarefa da Lava Jato enquanto estava à frente dos processos
em Curitiba. Na série de reportagens, o site divulgou supostas conversas nas
quais o ex-juiz cobrava de procuradores deflagração de novas fases da operação, classificava de "showzinho" manifestação da
defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmava que o fato de o
Ministério Público Federal investigar o ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso "melindra alguém cujo apoio é importante". Nas respostas, Moro repetiu diversas
vezes que não reconhece o conteúdo das mensagens divulgadas pelo site, mas que,
mesmo assim, não vê nenhuma irregularidade nas conversas atribuídas a ele com
procuradores da República que integram a força-tarefa da Lava Jato.
20 junho 2019
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog
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