Ao menos 48 dos votos que serão dados no Congresso durante a reforma da
Previdência virão de políticos que devem ao INSS. Companhias nas quais 45
deputados e 3 senadores aparecem como donos, sócios ou presidentes somam R$ 320
milhões de dívidas previdenciárias com a União. Os dados são de levantamento
do Drive/Poder360 a partir de informações obtidas por meio de
pedido pela Lei de Acesso à Informação à PGFN (Procuradoria-Geral
da Fazenda Nacional). É possível consultar os congressistas cujas empresas
possuem dívidas neste link. A reportagem entrou em contato com todos os
gabinetes dos 48 políticos citados, por email e telefone. Nem todos enviaram
manifestações. As respostas de quem se posicionou explicando os débitos podem
ser acessadas aqui. Este texto será atualizado caso outro congressista
citado decida enviar seu posicionamento. Dessa cifra, R$ 191 milhões são
classificados como dívida irregular, e estão em processo de cobrança. As
companhias nesta situação não podem tirar Certidão Negativa de Débitos, o que
as impede de pegar empréstimos em bancos públicos, de participar de licitações
e de obter uma série de licenças, entre outras restrições. O restante (R$ 129 milhões)
é classificado como dívida regular. Isso significa que a empresa do
congressista foi reconhecida como devedora, mas teve o débito
parcelado/garantido, entrou em processo de negociação ou obteve decisão
judicial suspendendo temporariamente a cobrança.
03 maio 2019
Reginaldo Monteiro

Administrador do Blog

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