Sob
muitos aspectos, o nono episódio da sexta temporada de “Game of Thrones”, que
acaba de alcançar a marca de episódio melhor avaliado entre todas as séries no
site IMDB, redesenhou a famigerada disputa pelo trono de ferro. Denominado
“Battle of the Bastards”, o episódio levou às vias de fato um confronto que
atiçava fãs há muito tempo e que desde o início deste ano já podia ser intuído.
Jon Snow (Kit
Harington) e Ramsey Bolton (Iwan Rheon) mediram forças em uma batalha
campal para lá de climática e detalhista. O episódio selou, ainda, a improvável
união entre Yara (Gemma Whelan) e Theon (Alfie Allen)
Greyjoy e Daenerys Targaryen (Emilia Clarke). Foram resoluções que
reposiocionam completamente as peças nesse jogo em que você vence ou morre,
como tão bem explicou Cersei (Lena Headey) certa vez para Ned Stark (Sean Bean). A
escala épica do episódio, todo ele forjado para refletir o impacto que só “Game
of Thrones” é capaz de causar hoje no seio da cultura pop, talvez esconda a
maneira sutil com que alguns avanços significativos se apresentaram. Antes
de qualquer coisa, o episódio consagrou uma tônica desse sexto ano. Os Stark,
que tanto sofreram ao longo da série, estão reivindicando sem qualquer
cerimônia o que é deles por direito. Enquanto tudo pareceu muito lento no
desenvolvimento do núcleo de King´s Landing, a ação se desenrolou com muito
mais dinâmica e urgência no Norte. Personagens desaparecidos retornaram,
personagens tidos como mortos reapareceram, um personagem morto literalmente
ressuscitou e muita movimentação pelo controle do Norte, agora novamente sob os
Stark, foi feita.
(ig)
