Quando o
zagueiro e o atacante sobem juntos para aquela bola que vem alta, sobra o
cotovelo de um na cara do outro.
O olho
imediatamente incha e fica roxo.
O centroavante
se contorce todo. Faz uma cena. Está quase morrendo.
O beque joga
para a torcida. Pede desculpas.
Desculpas
aceitas.
Tudo certo.
Mas, quando o
juiz se distrai um pouco, vem o troco.
O artilheiro
acerta o bico da chuteira na canela do zagueiro de cotovelo folgado.
Apesar de
futebolística, foi a melhor analogia que eu achei para descrever as trocas de
mensagens entre Flávio Bolsonaro e Michelle. É a mais fácil de entender.
"Eu te
perdoo".
Fala altiva.
De quem se
considera dona da situação.
Foi a resposta
da ex-primeira-dama ao vídeo do pré-candidato à Presidência.
Pela segunda
vez, Flávio tentava minimizar os estragos da sua briga com Michelle.
O zagueiro
nunca assume que bateu da medalhinha para cima.
Aqui a analogia
fica melhor.
Flávio
atualmente joga na defesa.
Agenda ruim.
Péssima.
Só tem notícia
ruim.
"Eu te
perdoo" é dose para ele.
Dose dupla. Sem
gelo. Cowboy.

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