24 junho 2016

SP: Ensino médio da rede estadual precisa de 12,5 mil novas classes

A rede estadual de ensino de São Paulo precisaria abrir o equivalente a 12,5 mil classes para atender todos os alunos de ensino médio, incluindo os que estão fora da escola neste ano. Esse é o número de salas que deveriam ser criadas pelo governo para atender, sem superlotação, à Emenda Constitucional 59, de 2009, que prevê, até o fim deste ano, que os estudantes de 15 a 17 anos devem ter matrícula garantida. O levantamento foi feito pelo Movimento Todos Pela Educação (TPE), a pedido do Estadão. A Secretaria Estadual da Educação diz ter 314 mil carteiras vazias nas salas de aula do ensino médio e, assim, teria como atender os alunos que pedirem vaga. Ninguém, segundo o governo, fica sem lugar para estudar. O TPE considerou, para fazer o cálculo, os dados sobre os jovens fora das redes de ensino apontados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2014 - a mais recente. São 245 mil adolescentes sem estudar (12,8% do total) no Estado de São Paulo. Também considerou que a média de alunos por classe devia ser de 30 - parâmetro considerado ideal em parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE). A rede estadual tinha, em 2015, 1,54 milhão de alunos cursando o ensino médio. No mesmo período, o número de turmas era de 47,1 mil. Ou seja: cada sala de aula comportava 32,7 estudantes - em 2007, elas tinham em média 36,6. O índice atual do Estado ainda está acima do nacional, que é de 30,2.
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