06 junho 2016

SAÚDE: "A fila do fígado é a fila da agonia", diz médico sobre transplantes

As filas de espera para transplante de fígado no Brasil são mais extensas do que as para transplantes de coração. As doenças hepáticas são mais frequentes, o que motiva a informação anterior. A taxa de mortalidade nesse caso varia de 14% a 40%. Segundo o jornal O Globo, o serviço de transplante de fígado do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Ceará (UFC) computa um índice de 14%. O médico e coordenador do serviço, José Huygens Garcia, diz que quase cem pessoas estão hoje na fila esperando por um fígado novo, sendo a maioria na Região Norte, onde só Amazonas e Acre realizam a cirurgia. “Um órgão em outro estado é recusado de cara por não haver logística. A fila do fígado é a fila da agonia. Só se faz um terço dos transplantes necessários. O Brasil precisa normatizar esse transporte à distância. É difícil encaixar em voos comerciais”, comenta o médico, criticando a deficiência do transporte aéreo para órgãos. O médico defende que o transporte aéreo, realizado pela FAB, seja feito principalmente em duas situações: no caso de hepatites fulminantes e em retransplantes de urgência, quando um primeiro transplante não tem êxito.
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