O Ministério Público Federal e a Polícia Federal estão investigando um
esquema que desvia verbas e frauda a compra e a venda de shows públicos de
grandes artistas, em diversas cidades brasileiras. Os desvios podem passar da
casa dos R$ 100 milhões, segundo levantou uma reportagem do UOL. O dinheiro
obtido através de fraudes corresponde a contratação de artistas e ao
superfaturamento de cachês ou infraestrutura. Tudo isso teria ocorrido nos
últimos três anos. A Justiça já bloqueou R$ 15 milhões oriundos desses eventos,
a pedido do MPF, só no interior de São Paulo. As investigações estão em curso
em São Paulo, no Rio de Janeiro, Pernambuco, Amazonas, Bahia, Pará, Ceará,
Piauí e Rio Grande do Norte, mas devem ser ampliadas em todo o país. Thiago
Lacerda Nobre, chefe da Procuradoria da República em São Paulo, foi quem teve a
ideia de iniciar as investigações no setor. "Quando viajava a trabalho
pelo interior de São Paulo comecei a perceber que algumas cidades minúsculas
estavam fazendo eventos com artistas de renome nacional, cujos cachês eram
caríssimos. Começamos a investigar porque não havia como aquelas cidades
bancarem tantos shows e festas de peão. Acabamos descobrindo uma série de
irregularidades, que envolviam não só as cidades, mas até o governo federal,
que era fraudado por meio de convênios culturais", afirmou ele, em
entrevista ao UOL. Ainda de acordo com a reportagem, Zeca Pagodinho é um dos
artistas já condenados a ressarcir os cofres públicos. A empresária do sambista
confirmou a condenação, mas nega irregularidades e disse que os advogados de
Zeca vão recorrer. A apresentação em questão aconteceu em Brasília.
24 junho 2016
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog
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