A
ex-candidata à presidência, Marina Silva (Rede), criticou nesta sexta-feira,
20, durante evento em Nova York, a forma como a política é feita no País e
disse que é preciso acabar com o que chamou de "dualidade opositiva",
fazendo referência tanto aos partidos de oposição quanto aos de situação no
Brasil. "Há uma insatisfação muito grande com a quantidade e qualidade da
participação e representação política. Não se faz aquilo que é necessário, mas
o que é conveniente. Estamos sacrificando os recursos de milhares de anos pelo
lucro de algumas décadas", disse Marina, diante de uma plateia formada
majoritariamente por acadêmicos brasileiros e estrangeiros na Universidade
Columbia. "Não há como uma mudança dessa magnitude ser feita por apenas
uma pessoa, um partido, um setor. É uma luta de todos ao mesmo tempo
agora." Primeira palestrante desta sexta-feira no Lemann Dialogues 2015,
evento promovido em parceria entre a Fundação Lemann e Columbia Global Centers
Rio de Janeiro que este ano discute inovações em políticas públicas
brasileiras, Marina Silva falou sobre sustentabilidade, crise, ajuste fiscal e
reforma política no Brasil. "É o atraso na política que está produzindo os
problemas que temos no Brasil. O que está acontecendo é responsabilidade de
todos nós", disse Marina, que também comentou as denúncias contra o
presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "É no
Conselho de Ética que ele terá a oportunidade de refutar as provas contundentes
que ali estão apresentadas contra ele", avaliou.
Reginaldo Monteiro

Administrador do Blog

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