18 setembro 2015

SANGUE FRIO: PM ria durante execução, diz testemunha

Enquanto um policial militar apertava o gatilho, a soldado Mariane de Moraes Silva Figueiredo dava risadas. É o que revela o depoimento de uma testemunha que presenciou os PMs executando Paulo Henrique de Oliveira, que estava rendido e desarmado. Essa é umas das principais provas da Corregedoria da Polícia Militar para afirmar que Oliveira e seu amigo Fernando Henrique da Silva foram assassinados, em 7 de setembro, no Butantã, na zona oeste da capital. Segundo as investigações, os dois estavam em uma moto roubada e tentaram roubar outra quando foram localizados e perseguidos por policiais militares na região do Butantã. Depois de dominados, foram executados. Onze PMs estão presos por determinação das Justiças comum e militar. A reportagem teve acesso ao Inquérito Policial-Militar (IPM) do caso. A testemunha mora na frente do local onde Oliveira foi executado pelos PMs. Nas imagens gravadas por câmeras de segurança, o rapaz sai de trás de uma lixeira, se rende e é algemado. Depois, é levado para trás de um muro, tem as algemas retiradas e é executado. Em seguida, um PM coloca uma arma ao lado da vítima. A testemunha afirmou que estava no quintal de sua casa quando viu Oliveira sair da lixeira e um PM gritou para que ele deitasse no chão. Depois, a testemunha contou que viu Oliveira ser algemado e levado para trás do muro. Lá, os policiais perguntavam sobre uma arma, mas o rapaz dizia que não tinha. Ainda segundo ela, os PMs tiraram as algemas de Oliveira, que gritava "que iria ser morto". Um PM atirou no chão e, em seguida, o rapaz sentou na calçada. "Um dos policiais efetuou disparo contra este indivíduo a uma distância de aproximadamente meio metro."
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