Passava das 16h de ontem quando o jovem Josemar Araújo de Oliveira, 27, entrou na UTI neonatal do Hospital Municipal do Campo Limpo, zona sul de São Paulo, para ver a filha, Gabriela, nascida havia poucas horas. A menininha apertou-lhe o dedo. Estava bem.
"Gabriela é o único sopro de esperança no meio desta tragédia", disse a amiga de infância da mãe da menina, chorando. Na UTI de adultos do mesmo hospital, Daniela Nogueira de Oliveira, 25, encontrava-se entubada, dependente de um respirador artificial, em coma profundo. Na cabeça, a mãe ainda guardava a bala de revólver que, disparada por um assaltante na noite anterior (8/1), certeira, entrou-lhe pelo lado esquerdo do rosto e alojou-se no meio do cérebro. Operá-la para extrair o projétil agravaria ainda mais o quadro desesperador.
(Bol)
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