19 julho 2017

PRESÍDIOS DO BRASIL: Verdadeiras sucursais do inferno

Mesmo sem ainda ter concluído a investigação sobre a rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, a Polícia Civil vai indiciar mais de 200 detentos pela tragédia ocorrida em 1º de janeiro deste ano e que deixou 56 mortos e 119 foragidos. O episódio é apenas mais um que revela o descontrole do sistema prisional no Brasil. A violência crecente nas prisões brasileiras repercute também no exterior. Até agora, o governo brasileiro ainda não respondeu aos questionamentos feitos pela Corte Internacional de Direitos Humanos, que cobra explicações sobre a situação das penitenciárias no país, em especial no Complexo de Pedrinhas (MA), Complexo de Curado (Recife), Unis (Cariacica) e no Instituto Plácido de Sá Carvalho, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. As mortes não acontecem apenas em função de rebeliões, mas também por doenças. Só no Plácido de Sá já são 50 óbitos só neste ano, a maioria devido a doenças respiratórias, como tuberculose. Na unidade, há apenas um médico para cuidar de 3.454 presos, quando a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de um para 500. Além disso, há reclamações sobre a falta generalizada de medicamentos, que são comprados e levados pelos familiares dos presos.
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