11 junho 2026

Filme sobre Bolsonaro: Empresa suspeita de desvio fica em clínica de acupuntura

                                        

Uma empresa suspeita de envolvimento em um esquema milionário de desvio de dinheiro público funciona em uma pequena sala comercial na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, e divide espaço com uma clínica de fisioterapia e acupuntura. No último dia 1º de junho, o endereço foi alvo de busca e apreensão por policiais do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). Enquanto procuravam por documentos da Complexsys Soluções, os agentes se depararam com uma maca no centro de um dos cômodos, com equipamentos terapêuticos e toalhas brancas. A empresa entrou na mira da Polícia Civil por serviços prestados à ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), que foi contratada por R$ 108 milhões pela Secretaria de Inovação e Tecnologia (SMIT) da Prefeitura de São Paulo para instalar pontos de Wi-Fi na periferia da capital. A suspeita é de que parte desses recursos tenham sido desviados para custear o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Karina Ferreira da Gama, representante do ICB, é dona da produtora responsável pela obra, a Go Up Entertainment, e também foi alvo de mandados. A Complexsys foi subcontratada pelo ICB, por R$ 8,6 milhões, para realizar uma parte das instalações dos pontos de Wi-Fi. No entanto, de acordo com o inquérito do DPPC, a ONG incluiu em sua prestação de contas uma nota fiscal de R$ 2 milhões emitida pela Complexsys, em fevereiro de 2026, mas que acabou sendo cancelada pela própria empresa meses depois. Um relatório de investigação levanta a suspeita de que “o documento teria sido fraudulentamente utilizado pelo Instituto Conhecer Brasil para justificar o emprego de verbas públicas”.

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