10 junho 2026

Trambique antigo: Dona de produtora de filme dos Bolsonaro era investigada há quase 10 anos

"Trabalhadora" e "decente", segundo o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP), a dona da produtora do filme que vai dramatizar a vida de Jair Bolsonaro, Karina Gama, já era alvo de investigações sobre mau uso de dinheiro público há quase uma década quando fechou contratos com aliados da família que hoje tenta voltar ao poder. A informação foi revelada pelo site The Intercept Brasil e confirmada pela coluna, que acessou a íntegra dos relatórios que a Controladoria-Geral da União fez sobre a atuação de um instituto comandado por Karina junto ao Sesi (Serviço Social da Indústria). As suspeitas são não só de superfaturamento, mas de desvio de dinheiro que, no fundo, também é público – e datam de 2019. Karina se aproximou da oposição usando a religião e o pertencimento a um poderoso núcleo de influenciadores e políticos de direita. Com isso, firmou contratos milionários com o poder público mesmo já sendo alvo de processos e investigações há quase dez anos. Relatório da Controladoria-Geral da União ao qual a coluna teve acesso detalha um dos principais achados dos auditores federais contra a organização não governamental comandada por Karina, o Instituto Conhecer Brasil. Tanto a entidade como a produtora que, em tese, coordenou a organização do filme de Bolsonaro, "Dark Horse", funcionam no mesmo local e dividem até a infraestrutura que criou seus endereços na internet.

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