Se vocês estão confusos com as estratégias ziguezagueantes do
presidente Donald Trump a
respeito da Ucrânia, das tarifas, dos
microchips ou de uma série de outras questões, não é sua culpa.
A culpa é dele. Vocês estão testemunhando um presidente que concorreu à
reeleição para evitar processos criminais e se vingar de pessoas que ele acusa
falsamente de fraudar a eleição de 2020. Ele nunca teve uma ideia coerente
sobre as maiores tendências no mundo hoje, nem sobre como melhor alinhar os Estados
Unidos a essas tendências para prosperar no século 21.
Não foi por isso que ele disputou a presidência.
E, uma vez
que venceu, Trump trouxe de volta antigos ressentimentos e obsessões — com
tarifas, Vladimir Putin, Volodmir Zelenski e
o Canadá —
e equipou seu governo com uma quantidade extraordinária de ideólogos limítrofes
que atendessem a um critério primordial: lealdade primeiramente e sempre a
Trump e seus caprichos acima da Constituição, dos valores tradicionais da
política externa americana ou de leis básicas da economia.
O
resultado é o que vocês veem hoje: um coquetel tresloucado de tarifas
intermitentes, assistências
intermitentes para a Ucrânia, cortes intermitentes em departamentos e programas
governamentais nacionais e estrangeiros — decretos
conflitantes, todos colocados em prática por secretários de gabinete e membros
da equipe unidos pelo medo de serem objeto de tuítes de Elon Musk ou
Trump caso se desviem de qualquer linha política que tenha surgido sem filtro
nos últimos cinco minutos do feed de mídia social do nosso Querido Líder.
Thomas Friedman (The New York Times)

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