Venham cá: a "direita democrática" não é do tipo que fica
indignada com a tentativa de golpe de estado havida no Brasil e com os horrores
que o relatório da PF trouxe à Luz? Então democrática não é, sobrando-lhe
apenas a condição de "direita" — e, nesse caso, seria preciso dizer o
que isso significa. O silêncio sobre a intentona malsucedida opera
necessariamente um deslocamento de posição, e os direitistas que, por
intermédio da mudez, se mostram obsequiosos com o golpismo são joio e não
trigo; ou são extremistas de direita ou são seus sabujos. Tomemos como exemplo
o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O homem fez um discurso jacobino
(alerta de ironia...) contra os franceses em defesa da carne brasileira. Os
termos em que se manifestou o senhor Alexandre Bombard, CEO global do Carrefour,
são mesmo inaceitáveis. A reação dos brasileiros, de diversos matizes
ideológicos, foi correta. O deputado arrosta com o protecionismo francês, e
isso parece bom, mas não com os planos homicidas tramados pela extrema-direita
nativa. E isso é muito ruim.
Cadê a voz da direita democrática contra o golpe?
Cadê a direita democrática?
Que gente é essa que entrega tudo ao tirano, começando pela honra?
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