A Polícia Federal analisa o relatório da Controladoria Geral da
União (CGU) que, revelado pela coluna nesta quinta-feira (4/1), aponta
falhas no processo de venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, pela Petrobras durante o governo Bolsonaro. Segundo a
análise da CGU, a avaliação da refinaria, feita em meio à pandemia de Covid-19,
concluiu por um valor abaixo do preço de mercado. A RLAM foi vendida em
novembro de 2021 por US$ 1,65 bilhão ao Mubadala Capital, subsidiária do fundo
soberano Mubadala, controlado pela família real dos Emirados Árabes Unidos. Rebatizada como
Refinaria de Mataripe, a RLAM é gerida atualmente pela Acelen,
empresa criada pelo fundo para administrar o empreendimento. O diretor-geral da
PF, Andrei Rodrigues, encaminhou a auditoria da CGU à Diretoria de Inteligência
Policial da corporação. O material será analisado levando em consideração
outros elementos obtidos pela PF nas investigações sobre joias e presentes
dados por governos estrangeiros a Jair Bolsonaro. Em visitas aos Emirados
Árabes em 2019 e 2021, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi presenteado por
integrantes da família real local com objetos de alto valor, como um relógio de
mesa cravejado de diamantes, esmeraldas e rubis e três esculturas, das quais
uma de ouro, prata e diamantes.
05 janeiro 2024
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog

0 comments:
Postar um comentário