A Justiça Federal de
Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, condenou na última quinta-feira
(8/6), Cláudio
Antônio Guerra, ex-delegado do Departamento de Ordem Política e
Social (Dops) do Espírito Santo, a sete anos de prisão, em regime semiaberto,
pelo crime de ocultação de cadáver durante a ditadura militar.
A decisão da semana passada foi divulgada nesta segunda-feira (12/6) pelo Ministério Público Federal (MPF). A ação penal
ajuizada pelo MPF está relacionada ao desaparecimento de 12 militantes
políticos durante o regime autoritário. As vítimas são: Ana Rosa Kucinski
Silva, Armando Teixeira Frutuoso, David Capistrano da Costa, Eduardo Collier
Filho, Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira, João Batista Rita, João Massena
Melo, Joaquim Pires Cerveira, José Roman, Luís Inácio Maranhão Filho, Thomaz
Antônio da Silva Meirelles Neto e Wilson Silva. Na sentença, a Justiça Federal
reconheceu “a imprescritibilidade dos crimes sob apuração, aqui considerados
como crimes contra a humanidade (ou de lesa-humanidade), em atenção à
Constituição da República, às normas internacionais de direitos humanos e à
jurisprudência sedimentada no âmbito dos sistemas global e interamericano de
proteção aos direitos humanos”.
(Metropoles)

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