Uma
pesquisa inédita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) revela como criminosos pagam por anúncios falsos
nas redes sociais, com a intenção de aplicar golpes, e conseguem impulsionar o
alcance a vítimas em potencial. A regulamentação das redes sociais será tema de
uma votação no Congresso, prevista para esta semana. Usuários com nomes falsos.
Contas criadas com um único propósito: aplicar golpes. A letra k é do perfil de
uma certa Karen Souza no Facebook. Criada em 8 de março, não tem fotos nem
publicações, mas pagou à rede social para veicular e impulsionar um vídeo. É
assim que funciona a publicidade na internet. O problema é que nesse caso a
peça foi toda montada com fakenews. Segundo a pesquisadora Marie Santini, do
Laboratório de Estudos de Internet e Mídias Sociais da UFRJ, a Karen Souza do perfil não existe na vida real.
É o chamado perfil inautêntico. “Eles disfarçaram de personagens que não
existem para enganar o consumidor e levar ele ao golpe financeiro. Os
anunciantes normalmente procuram perfis que são alvos, que eles escolhem para
receber os anúncios que eles estão veiculando. Desde idade, geolocalização, os
principais interesses, os hábitos de consumo dentro da internet. Então há uma
indústria sim, muitas pessoas ganhando dinheiro com essas fraudes, esses
golpes”, destaca.
(Fantástico)
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