29 agosto 2022

‘Não há fome no Brasil’: Barriga vazia dos outros é fácil, né, Bolsonaro?

“Ricardo, por que você detesta tanto o Bolsonaro? Por que você fala mal dele quase todos os dias?”. Eu escuto essas perguntas umas 200 vezes por semana, no mínimo. E a cada vez que me questionam a respeito, I think to myself: como não xingar, pô? O amigão do Queiroz é tão asqueroso, que até precisei meter Louis Armstrong na parada, repararam? O maridão da Micheque é um sujeito vil, do mal. Um psicopata incapaz do menor gesto de empatia ou solidariedade com as pessoas. Foi assim a cada mísero dia durante a pandemia de covid-19. Aliás, desde sempre. Eu, babaca, cego de ódio (e continuo!!) pelo PT, que não enxerguei e votei nesse traste no segundo turno de 2018. Argh! Que merda eu fiz. Bolsonaro já disse as piores barbaridades sobre homossexuais, mulheres e negros. Já declarou lamentar que o exército brasileiro não tenha dizimado nossos índios, como ocorreu nos Estados Unidos. Já comparou um negro a animal de corte, pesado em arrobas. Já disse preferir um filho morto a um filho gay. Esse sujeito é doente mental, só pode. Após zombar dos milhões de familiares e amigos enlutados pelas vítimas fatais do coronavírus no Brasil, o patriarca do clã das rachadinhas e das mansões milionárias agora desdenha dos mais de 30 milhões de brasileiros que passam fome; dos mais de 100 milhões de brasileiros que não comem todos os dias e/ou de forma adequada. Nesta sexta-feira (26/8), por duas vezes, em duas entrevistas diferentes, separadas por horas – ou seja, teve bastante tempo para refletir sobre o que disse -, o devoto da cloroquina afirmou que é mentira haver fome no Brasil, e mandou: “Você já viu alguém pedindo um pão”? Taqueopariu!! Em que planeta vive este pulha? Na Bolsolândia, né?

(Ricardo Kertzman)

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