24 setembro 2020

ECONOMIA: Pico de desemprego no país deve acontecer em 2021, dizem especialistas

O desemprego voltou a subir em agosto, segundo dados da Pnad Covid, divulgados pelo IBGE. Desde maio, o número de desempregados cresceu 27,6%, atingindo 12,9 milhões no mês passado. São mais 2,8 milhões de pessoas no grupo de desocupados. Levantamento feito pela FGV mostrou que uma em cada quatro empresas do setor de serviços avalia demitir ou até encerrar as atividades quando medidas do governo em curso forem encerradas. Para o economista Bruno Imaizumi, da LCA Consultores, esses fatores devem fazer com que o pico de desemprego ocorra em 2021. A taxa de desemprego subiu em agosto para 13,6%, maior patamar desde maio. Em julho, estava em 13,1%. A alta do desemprego deve continuar, segundo economistas, diante da flexibilização do isolamento social e da redução do valor do auxílio emergencial. Levantamento feito por Imaizumi mostra que à medida que o indicador de distanciamento cai, o desemprego sobe. O problema é que as pessoas estão procurando trabalho, mas não estão encontrando. O IBGE considerado desempregado apenas quem efetivamente procurou emprego e não achou. Muitas pessoas que foram demitidas na pandemia e somente agora estão retornando. Apesar dos últimos indicadores mostrarem melhora da atividade na indústria e no comércio, economistas afirmam que o pior momento para o mercado de trabalho ainda está por vir. Na avaliação dos pesquisadores Maria Andreia Parente Lameiras e Marco Cavalcanti, do Ipea, o desemprego deverá continuar crescendo nos próximos meses.


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