O desemprego voltou a subir em agosto, segundo dados da Pnad
Covid, divulgados pelo IBGE. Desde maio, o número de desempregados cresceu
27,6%, atingindo 12,9 milhões no mês passado. São mais 2,8 milhões de pessoas
no grupo de desocupados. Levantamento feito pela FGV mostrou que uma em cada
quatro empresas do setor de serviços avalia demitir ou até encerrar as
atividades quando medidas do governo em curso forem encerradas. Para o
economista Bruno Imaizumi, da LCA Consultores, esses fatores devem fazer com
que o pico de desemprego ocorra em 2021. A taxa de desemprego subiu em agosto
para 13,6%, maior patamar desde maio. Em julho, estava em 13,1%. A alta do
desemprego deve continuar, segundo economistas, diante da flexibilização do
isolamento social e da redução do valor do auxílio emergencial. Levantamento
feito por Imaizumi mostra que à medida que o indicador de distanciamento cai, o
desemprego sobe. O problema é que as pessoas estão procurando trabalho, mas não
estão encontrando. O IBGE considerado desempregado apenas quem efetivamente
procurou emprego e não achou. Muitas pessoas que foram demitidas na pandemia e
somente agora estão retornando. Apesar dos últimos indicadores mostrarem
melhora da atividade na indústria e no comércio, economistas afirmam que o pior
momento para o mercado de trabalho ainda está por vir. Na avaliação dos
pesquisadores Maria Andreia Parente Lameiras e Marco Cavalcanti, do Ipea, o
desemprego deverá continuar crescendo nos próximos meses.
24 setembro 2020
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog
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