A atuação da comitiva de médicas enviada
à cidade de São Mateus (ES) para propor que uma menina de dez anos grávida após
estupro tivesse o bebê, em vez de fazer um aborto legal, foi
"institucional", afirmou à reportagem uma das participantes da
equipe. O caso foi revelado no dia 21 em reportagem da Folha de S. Paulo sobre
a ação coordenada pela ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos,
Damares Alves, para tentar impedir que a vítima passasse pelo aborto legal. Por
esse plano, a criança gestante seria colocada aos cuidados do Hospital São
Francisco de Assis (HSFA), de Jacareí (SP), onde levaria a gravidez adiante. Damares
contestou a reportagem e a informação de que a missão de seu ministério tenha
tratado de aborto. A menina cumpria duas pré-condições para realização do
aborto legal: risco de vida para a mãe e gravidez resultante de estupro. Ela e
sua família haviam manifestado desejo de interromper a gravidez.
29 setembro 2020
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog
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