14 agosto 2020

RENDA BRASIL: Congressistas rejeitam "novo Bolsa Família" de Bolsonaro


As vitrines em estudo pelo governo do presidente Jair Bolsonaro para aumentar apoio popular - entre elas o Pró-Brasil, de obras públicas, e o Renda Brasil, pensado para substituir o Bolsa Família - não cabem no teto de gastos, conforme a avaliação de parlamentares ouvidos pelo Estadão/Broadcast. Com isso, cresce a pressão para autorizar o governo a realizar despesas fora da regra que proíbe aumento de gastos acima da inflação. O ministro da Economia, Paulo Guedes, fez um pacto com a cúpula do Congresso Nacional para acelerar a votação da proposta que permite ao governo acionar em 2021 medidas de contenção dos gastos, além de criar novos freios para as contas públicas. Conforme o Estadão/Broadcast publicou, o movimento serve para enfrentar a "debandada" na equipe econômica e a pressão por mudanças no teto de gastos. A reunião, feita no Palácio da Alvorada na quarta-feira, 12, serviu para dissipar o movimento contra a limitação fiscal, mas não foi suficiente para eliminar a pressão do "fura o teto" sobre determinadas despesas. Conforme o Estadão revelou, o governo prepara uma medida provisória autorizando R$ 5 bilhões em obras fora da limitação, que serão negociadas diretamente com os parlamentares. A discussão vai além. Programas como o Pró-Brasil, de investimentos em infraestrutura, e o Renda Brasil, formulado para substituir o Bolsa Família, não caberão no teto de gastos em 2021 e nos próximos anos, avisam parlamentares e analistas. Sem uma flexibilização, o orçamento não comporta novas despesas nem há espaço para cortar de outras áreas.

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