"Se estiver com
saudades, pode abrir os ouvidos e inspirar os olhos". Os versos estão
enfileirados na memória, nos arquivos, no coração de um país, no alento, na
esperança de um gigante que respondia pelo apelido em diminutivo de Poetinha. Vinícius de Moraes morreu há 40 anos, no dia 9 de julho de
1980, aos 66 anos de idade.
O artista que
dizia que a “distância não existe” rogava que não queria “mais esse negócio de
você longe de mim”. “E por falar em saudades, onde anda você?”. Celebrado na
academia, nas aulas de literatura, nas rodas de amigos, nas emissoras de rádio,
nos bares, no café da manhã e na boemia, Vinícius é esperança erudita em bom
popular: “dentro dos meus braços/os abraços hão de ser milhões de abraços”.
Profano e sagrado, tudo junto e misturado: “diz-lhe numa prece, que ela
regresse porque não posso mais sofrer”. Poetinha está vivíssimo, garantem os
estudiosos e todos os apaixonados.

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