08 dezembro 2019

ANÁLISE: Governo Bolsonaro pratica censura e persegue a cultura


Quem preza pela liberdade de expressão e valoriza a produção cultural brasileira tem motivos para se preocupar. No rumo seguido pelo governo federal, essas áreas estão sob ataque. Vejamos alguns exemplos. A mais recente ameaça teve origem em um decreto da Secretaria da Receita Federal. O despacho excluiu 17 categorias profissionais dos benefícios do sistema Microempreendedor Individual (MEI).

Entre os atingidos estavam cantores, músicos, DJs, humoristas e instrutores de artes cênicas. A reação negativa forçou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a revogar o ato neste sábado (07). Em outubro, a Justiça Federal suspendeu portaria do ministro da Cidadania, Osmar Terra, que impedia obras com temática de gênero, especialmente LGBTs, para as TVs públicas. Era uma tentativa de censura.

Em sintonia com os novos tempos, duas instituições acadêmicas cercearam a liberdade de expressão. A Universidade Estadual do Vale do Paraná proibiu o lançamento do livro “A eleição de um meme”, de Paulo Sérgio Guerreiro, sobre a escolha de Jair Bolsonaro para presidente.

O capitão também tentou impedir que o jornal Folha de S.Paulo participasse de uma licitação do governo. Revogou a decisão forçado pelo Tribunal de Conta da União (TCU). Se ninguém impede, Bolsonaro escolhe o que os brasileiros podem ver e ler. Nem parece que a Constituição proíbe censura.
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