A psoríase é uma a doença autoimune que
afeta 2% da população mundial e é caracterizada pelo surgimento de lesões
descamativas e avermelhadas na pele. “Apesar de ser uma doença benigna e não
contagiosa, as lesões provocadas pela psoríase geram um impacto significante na
qualidade de vida e na autoestima do paciente, atrapalhando-o tanto
fisicamente, quanto psicologicamente e socialmente”, afirma a dermatologista
Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da
Academia Americana de Dermatologia. O problema é tamanho que, segundo a
Fundação Nacional de Psoríase dos Estados Unidos (EUA), pessoas que vivem com a
doença são duas vezes mais propensas a ter depressão do que o resto da
população. De acordo com a dermatologista, a psoríase é uma inflamação que
ocorre quando os anticorpos começam a agredir os queratinócitos, células
produtoras da proteína morta responsável por formar a camada protetora da pele.
Em resposta a essa agressão, os queratinócitos começam a se proliferar,
multiplicando-se de maneira muito mais rápida e assim favorecendo a formação de
crostas. “Além disso, há a dilatação dos vasos sanguíneos, que leva ao
surgimento de manchas vermelhas. Posteriormente, ainda ocorre um processo de
micropontos de sangramento no local, chamado de orvalho sangrento, devido a remoção
dessas crostas que se formaram durante o processo inflamatório”, explica a
médica. “Dessa forma, a psoríase é categorizada como uma doença autoimune,
sendo causada então principalmente devido à predisposição genética. Porém,
outros gatilhos também podem agravar a doença, como fatores ambientais e,
principalmente, o estresse.” Tratamentos mais recentes como fototerapia,
terapia sistêmica convencional e terapia biológica também são opções
terapêuticas que podem ajudar no controle da psoríase. O tratamento escolhido
dependerá do grau das inflamações provocadas pela doença. Em casos mais leves,
por exemplo, a hidratação da pele combinada ao uso de medicamentos tópicos
apenas nos locais lesionados e a exposição diária ao sol já são suficientes
para melhorar o quadro clínico e promover o desaparecimento dos sintomas. Já em
casos moderados, é necessário o tratamento com exposição à luz ultravioleta A,
chamado de PUVAterapia.
15 outubro 2019
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog
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