15 outubro 2019

PSORÍASE: A doença que causa lesões descamativas na pele


A psoríase é uma a doença autoimune que afeta 2% da população mundial e é caracterizada pelo surgimento de lesões descamativas e avermelhadas na pele. “Apesar de ser uma doença benigna e não contagiosa, as lesões provocadas pela psoríase geram um impacto significante na qualidade de vida e na autoestima do paciente, atrapalhando-o tanto fisicamente, quanto psicologicamente e socialmente”, afirma a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. O problema é tamanho que, segundo a Fundação Nacional de Psoríase dos Estados Unidos (EUA), pessoas que vivem com a doença são duas vezes mais propensas a ter depressão do que o resto da população. De acordo com a dermatologista, a psoríase é uma inflamação que ocorre quando os anticorpos começam a agredir os queratinócitos, células produtoras da proteína morta responsável por formar a camada protetora da pele. Em resposta a essa agressão, os queratinócitos começam a se proliferar, multiplicando-se de maneira muito mais rápida e assim favorecendo a formação de crostas. “Além disso, há a dilatação dos vasos sanguíneos, que leva ao surgimento de manchas vermelhas. Posteriormente, ainda ocorre um processo de micropontos de sangramento no local, chamado de orvalho sangrento, devido a remoção dessas crostas que se formaram durante o processo inflamatório”, explica a médica. “Dessa forma, a psoríase é categorizada como uma doença autoimune, sendo causada então principalmente devido à predisposição genética. Porém, outros gatilhos também podem agravar a doença, como fatores ambientais e, principalmente, o estresse.” Tratamentos mais recentes como fototerapia, terapia sistêmica convencional e terapia biológica também são opções terapêuticas que podem ajudar no controle da psoríase. O tratamento escolhido dependerá do grau das inflamações provocadas pela doença. Em casos mais leves, por exemplo, a hidratação da pele combinada ao uso de medicamentos tópicos apenas nos locais lesionados e a exposição diária ao sol já são suficientes para melhorar o quadro clínico e promover o desaparecimento dos sintomas. Já em casos moderados, é necessário o tratamento com exposição à luz ultravioleta A, chamado de PUVAterapia.
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