22 junho 2019

POR ONDE ELE ANDA? Fabrício Queiroz se envolveu em dois casos de morte quando era PM


O ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz, que trabalhou, a partir de 2007, no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), já se envolveu em dois casos de morte relatados como auto de resistência na Cidade de Deus. O caso foi revelado pela revista Veja. Atualmente, Queiroz está sendo investigado pelo Ministério Público por movimentações financeiras suspeitas. A defesa de Queiroz afirmou que ele não tem ficha corrida e que as ocorrências citadas são frutos de sua atuação como policial "sempre pautada dentro da legalidade e ao bem da sociedade". O envolvimento com mortes e outros detalhes violentos do passado aumentam a lista de suspeitas sobre Fabrício Queiroz, ex-policial militar que trabalhou no gabinete do senador Flávio Bolsonaro, do PSL, na Alerj. A reportagem da revista Veja relata mortes, agressão à mulher e vínculos com o chefão de milícia mais procurado do Rio de Janeiro, Adriano da Nóbrega. Em 2003, Fabrício e Adriano serviram juntos no 18º Batalhão da PM (Jacarepaguá), na Zona Oeste do Rio. Segundo a revista, Queiroz tem o nome vinculado a pelo menos duas mortes violentas. A primeira no dia 16 de novembro de 2002, na Cidade de Deus. A reportagem da Veja aponta que policiais escondidos numa laje trocaram tiros com bandidos durante um baile funk. A revista ouviu moradores que lembraram do caso e afirmaram que o motivo foi o não pagamento de propina para a realização do baile. Dois rapazes ficaram feridos - um deles morreu 25 minutos depois de chegar ao hospital. O laudo do Instituto Médico-Legal mostra que o homem, identificado depois como Gênesis Luiz da Silva, de 19 anos, levou um tiro na nuca, que entrou pelo pescoço e saiu na altura do queixo. O laudo afirma que o disparo não foi à queima-roupa.
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