28 fevereiro 2017

JUSTIÇA: Mulher que furtou fralda e delator da Odebrecht têm penas parecidas

Alexandrino de Alencar, ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura, foi condenado a sete anos e meio de prisão após fechar acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato. Apenas no Brasil, a empresa pagou cerca de R$ 1,9 bilhão em propina. Ele foi condenado a passar o mesmo tempo de prisão que Keli Gomes da Silva, manicure que furtou quatro pacotes de fralda de um mercado em Brasilândia, na periferia de São Paulo. O prejuízo causado pela mulher foi estimado em R$ 150. A juíza e pesquisadora Fernanda Afonso de Almeida, explica a diferenças de condenação entre os chamados "crimes de colarinho branco" e os delitos patrimoniais. "Existe, por exemplo, uma distinção de tratamento das próprias leis, com elementos como a 'extinguibilidade' da pena no caso de sonegação fiscal para aqueles que devolvem o recurso", afirmou ela, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. "No caso do furto, mesmo que a pessoa devolva o objeto, a pena permanece." O fato de ter concordado com uma delação reduz a pena de Alencar. Ele deve começar a pagar a pena em regime domiciliar fechado. Já Keli, a manicure, passou um ano em regime fechado e atualmente cumpre a sentença no semiaberto – no início deste ano, ela teve pena reduzida em um ano após apelação, apesar de ser reincidente em furto.
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