A faculdade de direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie,
em São Paulo, vai investigar quem pichou, em um dos banheiros da instituição,
uma mensagem racista na última terça-feira (6). O caso foi denunciado por
estudantes da universidade. A aluna Tamires Gomes Sampaio, diretora do centro
acadêmico do curso de direito, publicou nas redes sociais uma foto da mensagem
que dizia: “lugar de negro não é no Mackenzie. É no presídio”. “É difícil
pra mim, como estudante negra desse mesmo prédio, escrever sobre essa imagem,
por que ela é a representação do pensamento racista que eu sei que passa na
cabeça de muitos que permeiam pelo Mack”, escreveu. “Podem chorar e escrever
nas paredes quantas vezes quiser, vai ter preto na universidade sim. Nosso
lugar é nas melhores universidades do país, nos melhores empregos, nos espaços
de formulação e de poder.” Em nota enviada, a universidade declarou que
repudia todo e qualquer ato, ação ou manifestação de cunho racista, e que já
instaurou procedimento interno para apuração dos fatos e imputação de
responsabilidades do autor. “Ainda não sabemos a autoria, o que nos impossibilita
de precisar se tal ato foi realizado por algum aluno ou membro da comunidade da
Universidade”.
(Band)
