Nada como uma Venezuela pela frente para dar um refresco à seleção brasileira. A equipe entrou em campo sob pressão nessa terça-feira (13), na Arena Castelão, em Fortaleza, mas a vitória por 3 a 1, a primeira nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, que será na Rússia, traz um pouco de tranquilidade ao técnico Dunga e seus comandados. O Brasil novamente esteve longe de empolgar, não cumpriu o desejo de brindar a torcida - o público, aliás, de 38.970 pagantes, decepcionou - com bom futebol. Chegou a levar susto, mas fez a obrigação. O time até melhorou em relação à desastrosa estreia contra o Chile. Esteve melhor posicionado em campo, pressionou o adversário - muito mais fraco que os chilenos, ressalte-se - e movimentou-se mais. No entanto, terá de evoluir muito para o próximo confronto. Afinal, o adversário do dia 12 de novembro será a Argentina, em Buenos Aires. Dunga surpreendeu ao escalar o goleiro Alisson no lugar de Jefferson. O goleiro do Botafogo já vinha desagradando ao treinador desde a Copa América e o lance do primeiro gol do Chile na semana passada selou sua sorte. Onze dias depois de completar 23 anos, o goleiro do Internacional fez a sua estreia na seleção, demonstrou nervosismo, mas não comprometeu. Filipe Luís no lugar de Marcelo era previsível, pois tinha o objetivo de liberar Elias para avançar. E Marquinhos no lugar do contundido David Luiz era certo. Ricardo Oliveira na vaga de Hulk, segredo que guardou a sete chaves, deu mais presença de área à seleção.
(JCnet)
