O tenente-coronel Antonio Jorge Goulart, chefe da coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar, afirmou ao G1 nesta quarta-feira (14) que, desde janeiro, a PM apreendeu quase 2,7 mil pedras de zirrê (totalizando 1,2 kg), droga nascida da combinação do crack com a maconha e capaz de potencializar os efeitos de ambas. Noventa por cento dessa quantidade foi encontrada no município do Rio de Janeiro, especialmente nos bairros de Bangu e Santa Cruz, na Zona Oeste, e nas comunidades do Jacarezinho e Manguinhos, no subúrbio.
Nesta terça-feira (13), três homens foram presos com 450 saquinhos de desirré - conhecida também como "zirrê", "criptonita" e "craconha" - pela Delegacia de Combate às Drogas em uma comunidade do Jardim América, no subúrbio do Rio.
De acordo com Antonio Jorge Goulart, a entrada da desirré no estado, embora tímida se comparada à dos demais entorpecentes, não é uma novidade para a polícia do Rio de Janeiro. "Estamos apreendendo a zirrê desde o início do ano. O consumo está concentrado na cidade do Rio, mas poucas quantidades já foram encontradas em Duque de Caxias e Mesquita (Baixada Fluminense), em São Gonçalo (Região Metropolitana), em Volta Redonda (Sul Fluminense) e em Angra dos Reis (Região dos Lagos)", afirmou.
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