As 300 mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deixaram, na manhã desta terça-feira (13), a fazenda da Cutrale, em Borebi, e fizeram protesto por volta das 14h, no km 287 da rodovia Castelo Branco (SP-280), próximo a Iaras (90 quilômetros de Baru).
As manifestantes invadiram a fazenda na madrugada de domingo. Elas cobriram o rosto com lenço para não serem identificadas. A Justiça de Lençóis concedeu liminar de reintegração de posse na segunda-feira (12), fixando multa de R$ 500,00 para cada invasor presente no local. Após receberem a reintegração de posse emitida pelo juiz da 2.ª Vara de Lençóis Paulista, no início da manhã desta terça (13), as sem-terra decidiram seguir até Iaras.
A representante do MST Kelli Mafort disse ao JC que o fechamento do trânsito da rodovia teve por objetivo de denunciar a paralisia da reforma agrária no Estado de São Paulo, assim como em todo o País.
“A atuação da Cutrale é um exemplo completo do avanço do agronegócio: concentração de terras, monocultura para exportação, uso indiscriminado de agrotóxicos, desrespeito às leis trabalhistas e ao meio ambiente. No entanto, mesmo com a concordância do Incra e da Justiça Federal em recuperar a área grilada e incluí-la no programa de reforma agrária, nada acontece”, declarou a dirigente.
(JCnet)
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