17 novembro 2011

PALADAR BRASILEIRO: Os vinhos mais comuns


É cada vez mais comum no Brasil encontrar apreciadores da bebida. Ouvimos falar a respeito de suas propriedades e benefícios à saúde, o que torna fácil adota-lá em nosso dia-a-dia. Para muitos pode ser fácil escolher um bom vinho, porém é necessário conhecer um pouco a respeito deste precioso líquido e saboreá-lo de preferência com os amigos.

Tintos
Produzidos com enorme variedade de uvas, com resultados que variam com a região e as técnicas de produção empregadas. Podem ir dos mais leves e refrescantes, que devem ser bebidos imediatamente. Outros são potentes, com grande concentração e cor profunda, e merecem longos anos para se arredondarem.

Brancos Secos
Feitos geralmente com uvas brancas (na verdade, de casca verde). Na sua maioria são jovens e frescos e mais simples – sem profundidade de aromas e sabores.

Brancos Doces
Chamados de vinhos de sobremesa, seu açúcar vem da própria uva.

Rosés
Produzidos com uvas tintas, cuja casca é retirada no meio do processo, de forma que tinja apenas levemente o vinho.

Espumantes
Feitos de uvas brancas ou tintas, resultando no mais das vezes num vinho branco ou rosé, com gás. O melhor exemplo é o feito na região de Champagne (na França). No resto do país, são chamados de musseux ou crémant; na Itália, spumante; na Espanha, cava; na Alemanha, sekt.

Fortificados
Produzidos como vinhos de mesa, têm adição de álcool, são mais doces e têm maior durabilidade. É o caso do vinho do Porto e do Madeira (Portugal), do Jerez (Espanha) e de vinhos utilizados em sobremesas, como os franceses Muscat de Beaunes-de-Venise, Rivesaltes e Banyuls e o português Moscatel de Setúbal.

Tipos de vinho
Cabernet Sauvignon
Responsável pelos grandes tintos de Bordeaux(França), onde é combinada com outras uvas para amenizar seu forte caráter e dar-lhe elegância. Hoje está difundida por todo o mundo, produzindo vinhos potentes e concentrados ou mais leves e frutados.

Chardonnay
Uva francesa da Bourgogne, considerada a melhor para vinho branco seco. É mais verde no paladar quando usada em Champagne ou no Loire e mais suculenta e estruturada nos grandes Bourgognes, em que fermenta e amadurece em tonéis de carvalho – estilo perseguido na Califórnia, Itália, Espanha e Austrália.

Chenin Blanc
Fonte de bons vinhos brancos doces no vale do Loire (França), do Vouvray e do Anjou. Também usada na África do Sul, Nova Zelândia, Califórnia e Austrália.

Gewürztraminer
Responsável pelos vinhos brancos de grande aroma, normalmente mais alcoólicos, produzidos na Alsace (França), em versões seca ou doce.

Merlot
Uva de Bordeaux (França) com a qual se fazem os profundos e redondos Pomerol e Saint-Émilion. Também entram na composição de outros vinhos da região e do sudoeste da França.

Pinot Noir.
Única uva a compor os grandes Bourgognes tintos da Côte d’Or (França). Cultivada em outros países, tem características diferentes, menos complexas e delicadas.

Riesling
Uva alemã responsável pelos melhores vinhos brancos do Rhein e Mosel, além da Alsace francesa; também é utilizada com sucesso na Itália, Califórnia, África do Sul e Nova Zelândia.

Sauvignon Blanc
Uva branca utilizada para confeccionar o Sancerre, do Loire (França), estilo perseguido na Itália e Nova Zelândia. Entra na composição de vinhos secos e dos grandes vinhos doces de Bordeaux (Sauternes, Barsac), junto com a Sémillon, num estilo também procurado na África do Sul, Califórnia, Austrália e Nova Zelândia.

Sémillon
Utilizada em Bordeaux em vinhos brancos secos (Graves) e na confecção dos doces Sauternes e Barsac (junto com Sauvignon Blanc). Também usada na Nova Zelândia e Austrália e, com menor sucesso, no Chile e África do Sul.

Segredos para evitar gafes
As normas convencionais derivam de um consenso e não da imposição de algum expert. Mais importante do que segui-las é saber como e quando desobedecê-las. Como os países europeus têm o clima mais frio que o do Brasil, as tais normas devem ser interpretadas tendo em conta esse fato. Por exemplo: uma das mais conhecidas é a que recomenda servir vinhos tintos à temperatura ambiente.

Acontece que a temperatura ambiente em Paris, Roma ou Berlim é bem diferente, seja qual for a época do ano, da temperatura ambiente no verão carioca, paulista ou mesmo gaúcho. Por isso você não cometerá nenhum sacrilégio se refrescar um vinho tinto, deixando-o durante alguns minutos na parte mais baixa de um refrigerador (mas nunca o coloque no congelador ou no freezer).

Outra norma universalmente aceita é a que manda servir vinhos brancos para acompanhar carnes brancas (aves, peixes, crustáceos etc.). Na verdade, o vinho branco pode acompanhar qualquer prato, até mesmo os de massas, tradicionalmente identificados pelos italianos com os vinhos tintos. O importante é que o vinho valorize o prato que você escolheu.

Guardando o vinho em casa
O vinho se transforma com o tempo. Em condições ideais de repouso – sempre na posição horizontal -, ele pode desenvolver todas as suas potencialidades (afinar os aromas, arredondar os sabores). Os vinhos temem: calor, mudanças bruscas de temperatura, luz, trepidação, baixa umidade, odores estranhos.

Nos contemos qual o seu preferido. Quem sabe passamos apreciar o vinho de alguma indicação?
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