Os
Bolsonaros — pai e filho —, achando que Nunes Marques os blindaria, abusaram
logo na largada. Imaginaram que estavam sob o chapéu do TSE. Não se deram conta
de que o STF está acima do TSE. Um é “superior” eleitoral; o outro é “supremo”.
A corte mais alta do país. Também subestimaram o fato de que Bolsonaro pai está
na esfera do STF. Não sei se por ignorância ou por arrogância, ou ambas,
resolveram botar para quebrar. Na convenção do 01, a estrela foi um vídeo feito
por IA em que Bolsonaro surgiu com sua cara e sua voz, pedindo votos para o
filhinho e alegando que não era ele. Deu merda, é claro. Bolsonarão não tem
direitos políticos. É óbvio, portanto, que não pode pedir votos. Ainda mais no
período em que ninguém pode pedi-los. E ainda por cima atacando Moraes e o STF:
“Não fiz nada de errado; errados estão eles”. Apavorado, como o mau aluno que é
pego colando na prova, o 01 saiu em defesa do pai. Papai não sabia. Fiz tudo à
revelia do papai. Como ele não tem muito apego à verdade, Moraes resolveu
perguntar a Bolsonarão: sabia ou não sabia? Deu OK ou não deu? Se deu, o que
implica que o filhinho mentiu mais uma vez, fez o que não podia. E vai perder o
direito à prisão relativa, em sua mansão de Brasília. Se não deu, o 01 cometeu
o crime de deepfake. E
ficará inelegível. Nem candidato a presidente, nem a senador. Entendo que ambos
cometeram crimes. E são reincidentes. Um tem que voltar para a Papudinha, de
onde nunca deveria ter saído. O outro, voltar à vida de cidadão comum e tentar
se defender, na Justiça, dos processos que o esperam. Desta vez sem a proteção
do papai.
29 julho 2026
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog
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