10 junho 2026

Parcialidade: Censura à pesquisa AtlasIntel confirma partidarização do comando do TSE

Difícil determinar qual o maior vício da censura imposta pelo ministro Nunes Marques, do TSE, à mais recente pesquisa presidencial da AtlasIntel: a arbitrariedade da decisão liminar, sua inutilidade na vida real ou a suspeita de parcialidade que ela atrai sobre o julgador. Tudo isso numa canetada só, reforçando (ou confirmando) as piores expectativas sobre o comando no processo eleitoral. Ao submeter a decisão esdrúxula ao pleno, na sessão desta terça, o presidente do TSE buscou testar sua influência sobre o colegiado. O pedido de vistas da ministra Estela Aranha adiou o teste de força e evitou que a suspeição de Nunes Marques se estendesse, ao menos por ora, ao conjunto ou à maioria da Corte. A formulação e a ordem das perguntas podem, sim, induzir o resultado de pesquisas. É um desafio metodológico e uma oportunidade de negócios para os vendedores de resultados no mercado eleitoral. Lula fez dezenas de representações ao TSE contra pesquisas fraudulentas em 2022, sem obter sucesso, apesar das fartas evidências de manipulação.

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