31 março 2026

Canalhas: Candidatos torturam democracia para celebrar os 62 anos do golpe de 1964

O Brasil relembra hoje os 62 anos do golpe que nos enfiou em uma ditadura de 21 anos, com toda a violência e corrupção do combo autoritário. Nos últimos dias, os dois pré-candidatos da direita à Presidência da República deram declarações que mostram que o espírito de 1964 segue vivo. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em discurso na CPAC, a conferência ultraconservadora nos Estados Unidos, disse que as eleições serão livres no Brasil se ele ganhar, repetindo o mantra que o pai inaugurou em 2018. "Se o nosso povo puder se expressar livremente nas redes sociais e se os votos forem contados corretamente, nós vamos vencer", disse ele. O governador Ronaldo Caiado (PSD-GO) prometeu, como primeiro ano do seu governo, caso eleito, um perdão para tirar Jair Bolsonaro e generais da cadeia, onde amargam cana por tentarem transformar a democracia em geleia com uso de violência. "Meu primeiro ato será exatamente a anistia ampla, geral e irrestrita", afirmou. A impunidade dos artífices, comandantes e torturadores do golpe de 1964 ajudou a semear a tentativa de 2022/2023, que, inclusive, contou com a participação de militares de alta patente. O passado não resolvido sempre volta.

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