Sopraram para Bolsonaro uma frase que ele seria incapaz de construir por
lhe faltarem imaginação e cultura para tanto. Enquanto presidente, seu livro de
cabeceira eram as memórias do coronel Brilhante Ustra, torturador à época do
regime militar. No comício em Copacabana onde defendeu uma anistia para os
golpistas do 8 de janeiro de 2023, e por tabela para ele mesmo, Bolsonaro disse
a frase que alguém lhe soprou: “Chega de órfãos no Brasil de pais vivos”.
Recuemos no tempo. 1968, Festival Internacional da Canção no
Maracanãzinho; estádio lotado. O paraibano Geraldo Vandré leva a plateia ao
delírio ao cantar “Pra não dizer que não falei das flores”. A música virou o
hino da resistência à ditadura e foi censurada.
Ela dizia a certa altura: “Há soldados armados, amados ou não/ Quase todos perdidos de
armas na mão/ Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição/ De morrer pela pátria
e viver sem razão/ Vem, vamos embora, que esperar não é saber/ Quem sabe faz a
hora, não espera acontecer.
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